sexta-feira, janeiro 9, 2026

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Manaus e Belém vão ganhar UTIs inteligentes do SUS em cardiologia e neurologia, ainda em 2026

Governo Lula anunciou ontem (7) construção do primeiro hospital inteligente público do Brasil, com tecnologia de ponta e IA

Brasil vai inaugurar primeiro hospital público inteligente; previsto para 2027, terá inteligência artificial e UTIs digitais integradas ao SUS Foto: Reprodução: Canva/Suwaree Tangbovornpichet's Images / Bons Fluidos https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/primeiro-hospital-com-ia-sera-inaugurado-no-brasil-e-atendera-o-sus,67cd7273da34ece6cf6dba141fc2b6fah74zcyho.html?utm_source=clipboard

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – As capitais Manaus e Belém estão entre as primeiras cidades do país a receber unidades da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde, iniciativa que marca uma nova fase da saúde pública brasileira baseada em tecnologia digital e inteligência artificial.

O projeto integra a criação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, hospital inteligente com inauguração prevista para 2029, e prevê a implantação de UTIs inteligentes interligadas nas cinco regiões do país.

Manaus e Belém estão entre as 13 cidades selecionadas para receber, já a partir do primeiro semestre de 2026, estruturas totalmente digitais voltadas principalmente à cardiologia e à neurologia.

nesta quarta-feira (7), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram da assinatura do contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) para a construção do primeiro hospital inteligente do SUS. Trata-se do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que terá investimento total de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Governo de São Paulo, em recursos adicionais. Construído já para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o ITMI, que ficará sediado em São Paulo (SP), usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.   

Impacto direto na Amazônia

Para a região Norte, a iniciativa representa um avanço estratégico. Em Manaus e Belém, as UTIs inteligentes permitirão monitoramento contínuo de pacientes, integração de equipamentos e sistemas de informação, além de apoio à decisão clínica por meio de algoritmos baseados em IA. Na prática, isso significa diagnósticos mais rápidos, maior precisão terapêutica e redução do tempo de resposta em casos graves — um diferencial crucial em uma região marcada por grandes distâncias e desafios logísticos.

As unidades estarão conectadas a uma central nacional de pesquisa e inovação e contarão com supervisão técnica do Hospital das Clínicas da FMUSP, possibilitando a troca de conhecimento em tempo real entre especialistas de diferentes estados.

Hospital inteligente e atendimento mais rápido

O ITMI, que dará sustentação tecnológica à rede, terá 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria, com capacidade para atender cerca de 190 mil pacientes internados por ano. Estão previstas ainda 25 salas cirúrgicas, com potencial para realizar 27 mil cirurgias anuais.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o projeto coloca o SUS “na nova fronteira tecnológica da saúde mundial”, ao incorporar soluções como triagem automatizada por IA, agendamento inteligente, cirurgia robótica, medicina de precisão e ambulâncias com tecnologia 5G, capazes de transmitir dados vitais em tempo real.

Parceria internacional e financiamento acelerado

Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi articulado junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), com aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX) em apenas seis meses — um quarto do prazo médio tradicional. A presidenta do NDB, Dilma Rousseff, destacou que o hospital será uma referência para os países do BRICS, especialmente pela cooperação tecnológica com China e Índia.

Expectativa regional

Para gestores e profissionais de saúde do Norte, a inclusão de Manaus e Belém na rede sinaliza uma descentralização do acesso à alta complexidade, reduzindo desigualdades históricas. Com a integração digital das UTIs e o suporte do hospital inteligente, a expectativa é de redução significativa do tempo de espera e melhoria dos desfechos clínicos, fortalecendo o SUS na Amazônia e ampliando a capacidade de resposta a emergências de alta complexidade.

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