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Justiça condena a mais de 100 anos de prisão dois réus julgados pelo “Massacre do Compaj”

Submetidos a júri popular em dezembro do ano passado, Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira foram os dois primeiros réus a serem julgados por envolvimento na rebelião

Portão principal do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus publicou na quinta-feira (15/01) a sentença condenatória dos réus Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira, réus no primeiro processo de uma série de 22, referente ao massacre ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em 1.º de janeiro de 2017, que vitimou 56 pessoas. O julgamento foi realizado de 9 a 13 de dezembro de 2025.

Anderson Silva do Nascimento recebeu uma pena de 109 anos e 10 meses de prisão. Geymison Marques de Oliveira foi condenado a 111 anos e nove meses de prisão. Diante da sentença condenatória do Tribunal do Júri.

O julgamento do processo n.º 0211356-90.2018.8.04.0001 teve a presidência de um Colegiado composto por três magistrados e a atuação de três promotores de Justiça, indicados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM). Anderson Silva do Nascimento compareceu presencialmente ao Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, visto que encontrava-se preso no sistema prisional da capital.

Geymison Marques de Oliveira, participou por videoconferência, pois estava respondendo ao processo em liberdade. Com a condenação, a 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus expediu o mandado de prisão.

A condenação dos dois primeiros réus se deu pela prática de Homicídio Qualificado (56 vezes): por motivo torpe (ligado à disputa de facções), meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas; Tentantiva de Homicídio; Vilipêndio de Cadáver (45 vezes): referente aos atos de esquartejamento e decapitação; Tortura: praticada contra as vítimas antes da morte; e Organização Criminosa: pela afiliação e atuação estruturada dentro de uma facção criminosa.

Este foi o primeiro de uma série de 22 processos a serem julgados, relativos ao Massacre do Compaj. Os 21 processos restantes estão previstos para serem pautados pela 2.ª Vara do Júri ao longo do ano de 2026.

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