segunda-feira, fevereiro 23, 2026

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Governo rebate David, diz que polícia atuou com autonomia e que prisões foram autorizadas pela Justiça

Governo do Estado afirma em nota, que ataques do prefeito são “irresponsáveis e sem qualquer comprovação”

Delegado Marcelo Martins conduziu as investigações da operação Erga Omnes’

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – Governo do Amazonas divulgou nota oficial que rebate, com veemência, declarações feitas pelo prefeito de Manaus, David Almeida, nesta segunda-feira (23), relacionadas a investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, que resultou na prisão de 16 pessoas, dentre as quais a assessora direta do chefe do Executivo Municipal, Anabela Cardoso.

A operação policial denominada ‘Erga Omnes’ apura suposta infiltração do crime organizado em estruturas do poder público.

Na nota, o Estado afirma que o prefeito fez ataques “irresponsáveis e sem qualquer comprovação” contra o governo, o governador Wilson Lima  e as forças de segurança pública.

David Almeida sugeriu que estaria sendo alvo de perseguição política — declaração que motivou a resposta do governo.

Na nota, o Governo do Amazonas sustenta ainda que a Polícia Civil atua com autonomia, respaldo legal e base técnica, destacando que eventuais prisões e medidas cautelares somente ocorrem com autorização do Poder Judiciário. O texto enfatiza que sugerir motivação política sem apresentação de provas seria uma tentativa de desacreditar o trabalho dos servidores da segurança pública.

“É inaceitável que, diante de investigações sérias conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, que atua com autonomia e respaldo legal, o prefeito tente criar uma narrativa de perseguição política para desviar o foco dos fatos. A Polícia Civil do Amazonas não age por motivação política. Age com base em provas, procedimentos legais e responsabilidade técnica”, diz outro trecho da nota.

O governo também afirma que o momento exige “equilíbrio e maturidade”, reconhecendo que o prefeito pode estar “abalado” diante das circunstâncias envolvendo pessoa de sua confiança investigada na operação.

Ainda assim, ressalta que não permitirá que os fatos sejam distorcidos para atender interesses políticos ou eleitorais.

“Sugerir o contrário, sem apresentar qualquer evidência, é uma tentativa leviana de desacreditar o trabalho de servidores públicos que dedicam suas vidas à segurança da população”, descreve outra parte do teor do documento.

O Governo do Estado conclui reafirmando compromisso com o fortalecimento da segurança pública e com o respeito à autonomia dos órgãos de investigação e do Judiciário. Já a Prefeitura de Manaus mantém a tese de que não integra o objeto central das apurações, enquanto a investigação segue sob sigilo parcial.

O delegado de polícia, Marcelo Martins, responsável pela investigação disse que a operação contou com o apoio do Ministério Público e que as prisões foram autorizadas pela Justiça, com base em provas.   

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