quarta-feira, fevereiro 25, 2026

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Completa 1 ano que população de Nhamundá não tem direito a comer carne, com matadouro fechado

Enquanto moradores tem essa restrição no consumo, Marina Pandolfo comprou, em maio do ano passado, 25 toneladas de carne para o seu gabinete e secretarias da prefeitura

Marina Pandolfo, prefeita de Nhamundá ( Foto: divulgação)

DEAMAZÔNIA NHAMUNDÁ, AM – Completou esta semana 1 ano que o matadouro de Nhamundá (AM) está interditado e consequentemente 12 meses que a população não tem direito a comer carne bovina ou suína.

Em fevereiro de 2025, o matadouro de Nhamudá foi fechado pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) e pela Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas) devido à falta de higiene, estrutura precária, abate irregular e contaminação ambiental.

No dia 30 de outubro do ano passado, o Ministério Público exigiu que a prefeita Marina Pandolfo apresentasse em até 45 dias uma empresa para reformar o abatedouro, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta.

Contudo, enquanto o consumo de carne para a população estava restrito, uma vez que mesmo no segundo ano de mandato Marina não conseguiu fazer melhorias na estrutura do matadouro, a prefeita encontrou um meio de não deixar o seu gabinete sem carne.

Marina comprou 25 toneladas de carne para a Prefeitura em maio de 2025. A compra da carne, por meio de licitação, foi feita com a empresa RR Tavares, que funciona como um mercadinho no centro da cidade.

Nesses 12 meses, com o matadouro interditado, a população de Nhamundá tem consumido carne quando o produto é vendido clandestinamente.

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