Wilson refuta motivação política e diz que operação da Polícia Civil “é resultado de investigação séria”
Governador defendeu autonomia das forças de Segurança e Judiciário e refutou críticas de David: ‘inadmissíveis’

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), adotou um tom firme ao reagir, nesta quarta-feira (25), às declarações do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), sobre a operação Erga Omnes.
Lima classificou como “inadmissíveis” os ataques às forças de segurança e ao Poder Judiciário e reforçou a autonomia das instituições envolvidas na investigação.
“É inaceitável, é inadmissível, que alguém que ocupe um cargo de prefeito, que quer ser governador do Estado do Amazonas desrespeite instituições como a Polícia Civil, o Ministério Público, o Judiciário. Um trabalho que é feito pelo delegado, pelos investigadores, não é resultado de fantasias ou de imaginações desses profissionais. É resultado de trabalho sério, de investigação”, afirmou o governador, em entrevista coletiva.
A manifestação de Wilson ocorreu durante a abertura do ano letivo no Cetam.
O governador deixou claro que não há interferência do Executivo estadual nas apurações conduzidas pela Polícia Civil.
” Eu não trato de investigação, principalmente uma investigação como essa que é sigilosa”, acentuou o governador, rebatendo a narrativa de que a operação teria motivação política.
Wilson pontuou que eventuais questionamentos devem ser feitos nos autos do processo, e não em coletivas ou manifestações públicas que coloquem sob suspeita delegados e magistrados.
” O que foi feito não é coragem, é desrespeito. É inacreditável que uma autoridade possa está fazendo isso. Se há alguém incomodado que recorra à Justiça”, afirmou o governador que estava acompanhado do vice-governador Tadeu de Souza (PP).
As críticas do prefeito ao governo do Estado foram proferidas na segunda-feira (23), durante lançamento da pré-candidatura dele ao governo. Na ocasião David falou que a operação se tratava de perseguição política contra ele, instrumentalizada pelo Estado.
O motivo da ira de David Almeida foi a prisão de Anabela Cardoso, assessora de confiança dele, no âmbito da operação Erga Omnes, que desbaratou suposto envolvimento de núcleo político com a facção criminosa Comando Vermelho.

