Cursos de Medicina reprovados por exame nacional viram alvo da Câmara dos Deputados
Em Manaus, Fametro e Nilton Lins receberam conceito 1 no curso de medicina, a nota mais baixa do exame anual do MEC

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados pode discutir os impactos dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025 após requerimento (REQ 1/2026) apresentado pela deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP).
O exame anual do MEC mede o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino.
A parlamentar solicitou a realização de audiência pública para analisar os efeitos da avaliação na regulação dos cursos de Medicina, na formação profissional e no provimento de médicos no país.
Coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), Adriana Ventura defende uma análise técnica e transparente dos dados divulgados pelo Ministério da Educação.
“Precisamos garantir uma avaliação aprofundada dos resultados do Enamed 2025, considerando seus reflexos na formação médica, na regulação dos cursos e na qualidade da assistência prestada à população, sempre com foco na segurança do paciente”, afirmou.
O requerimento aguarda inclusão na pauta da Comissão de Saúde e prevê a participação de representantes de órgãos públicos, entidades médicas, instituições de ensino e especialistas. A expectativa é reunir subsídios técnicos para orientar políticas públicas e aperfeiçoar a formação médica, com impactos diretos na qualidade do atendimento em saúde no Brasil.
A avaliação do MEC (Enamed 2025) de Medicina no Amazonas mostrou disparidades: UEA e UFAM (Coari) obtiveram nota 3 e 5, respectivamente, indicando boa qualidade.
Em contrapartida, as universidades particulares de Manaus, Fametro e Nilton Lins receberam nota 1 (insatisfatório), sujeitas a restrições como redução de vagas e Fies.

