Para evitar cassação Cláudio Castro renuncia e Alerj vai eleger novo govenador do Rio
Com presidente da Alerj afastado, desembargador assumiu governo e deputados vão eleger governador tampão

DEAMAZÔNIA RIO – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23), às vésperas da retomada de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode resultar na cassação de seu mandato e deixá-lo inelegível.
Nos bastidores, a renúncia é interpretada como uma estratégia para reduzir os efeitos de uma eventual cassação no TSE, enquanto Castro se movimenta politicamente com foco na disputa ao Senado.
O julgamento no TSE já conta com dois votos favoráveis a cassação. Claudio Castro é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações em massa de cargos temporários.
Com a renúncia, assume interinamente o governo do estado o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, diante da vacância na linha sucessória — já que não há vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa está afastado.
O então vice-governador Thiago Pampolha deixou o posto para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Rodrigo Bacellar, foi afastado do cargo no fim de 2025 por determinação do STF, em virtude de investigações da Polícia Federal por suspeita de vazar informações sigilosas e obstruir operações policiais contra uma facção criminosa.
Caberá ao desembargador-governador convocar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa até a quarta-feira (25), que definirá um “governador-tampão” para cumprir o restante do mandato até 2026. A eleição indígena será no dia 22 de abril.
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