Forças de Segurança investigam motivação eleitoral de incêndios no Amazonas e Pará contra Omar e Lula, diz ministro
Apuração envolve PF, PRF, Polícia Civil e Abin; suspeitos são identificados

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – As forças de segurança investigam se os incêndios na Amazônia fazem parte de uma ação criminosa coordenada com motivação eleitoral para prejudicar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo do Amazonas Omar Aziz (PSD).
A suspeita foi relatada pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, segundo reportagem do Estadão.
“Uma das conexões que estamos investigando é eventual conexão com a eleição”, afirmou. O ministro acrescentou que a apuração alcança possíveis articulações pela internet: “Já temos investigação sobre redes sociais, sobre redes de WhatsApp, por ação coordenada”.
As investigações envolvem as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, em conjunto com outras forças de segurança. Segundo Capobianco, a Polícia Civil abriu 120 procedimentos para apurar a autoria dos incêndios.
Suspeitos já foram identificados e o ministro afirmou que prisões poderiam ocorrer nos próximos dias.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também participa da apuração. Ao mencionar episódios anteriores conhecidos como “Dia do Fogo”, Capobianco afirmou que os investigadores buscam verificar se existe um padrão semelhante de articulação no Amazonas.
“Existe uma suspeita de ação organizada. Por isso, além de todos os que estão aqui, todas as investigações, também temos a participação da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, para verificar se está se repetindo aqui o que ocorreu em outro momento no chamado ‘Dia do Fogo’”, declarou.
A fumaça dos incêndios comprometeu a qualidade do ar e provocou a suspensão de atividades. Em Manaus, foram suspensas aulas presenciais na rede municipal, em unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).
“A população de Manaus foi tremendamente prejudicada e está sendo tremendamente prejudicada. Há uma destruição ambiental em curso e nós precisamos punir os responsáveis porque são incêndios criminosos”, afirmou o ministro.
Os responsáveis estão sujeitos a multas administrativas que, conforme o enquadramento da infração, variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, além de embargo das áreas, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal, com possibilidade de prisão.

