Marcos Moura recebe da Aleam ‘Prêmio Nestor Nascimento’, maior honraria cultural negra do AM

Presidente do Instituto Ajuri e criador da Escola Afro-Amazônica foi reconhecido na categoria cultura e educação

Presidente do Instituto Ajuri, Marcos Moura recebe Prêmio Nestor Nascimento (Foto: Divulgação)

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) celebrou nesta segunda-feira (06), a 5ª edição do Prêmio Nestor Nascimento, honrando personalidades e movimentos que se destacam na promoção da igualdade racial no estado. Entre os homenageados deste ano, Marcos Moura, presidente do Instituto Cultural Ajuri (INCA) e criador da Escola Afro-Amazônica, foi reconhecido na categoria cultura e educação.

O Prêmio leva o nome de Nestor José Soeiro do Nascimento, um destacado advogado, jornalista e líder do movimento negro, que foi um fervoroso defensor da luta antirracista e fundou o Movimento Alma Negra (MOAN), desempenhando um papel significativo na comunidade negra do estado.

O projeto Escola Afro-Amazônica tem como principal objetivo promover atividades afro-culturais e educativas, além de fornecer uma educação antirracista, decolonial e popular nas escolas, quilombos, aldeias indígenas e periferias urbanas.

A premiação foi um momento emocionante para Marcos Moura, que dedicou o prêmio a todas as pessoas que o influenciaram em sua formação e jornada de luta antirracista, incluindo seu pai, José Clementino, e outras figuras notáveis.

Marcos tem mais de 25 anos de dedicação à causa afro-brasileira, tendo moldado sua consciência política durante seus estudos na Escola Solon de Lucena, onde foi aluno de Nestor Nascimento nos anos 90. Sua trajetória inclui uma imersão na cultura afro-brasileira, orientada pelo mestre Ronaldo Vargas na Associação Terreiro do Amazonas, onde se dedicou à capoeira e à dança afro.

Além disso, o presidente do Instituto Ajuri é um compositor renomado do Boi-Bumbá Garantido, com mais de 30 toadas oficiais gravadas, que contribuem para a riqueza da cultura popular na região. Ele também é coautor de importantes obras literárias que abordam questões de intolerância religiosa, perspectivas pedagógicas afro-indígenas e mitos indígenas da Amazônia.

Sua ligação com diversas instituições e seu compromisso com as comunidades quilombolas do Rio Andirá em Barreirinha são testemunhos do seu profundo envolvimento com questões étnico-raciais e defesa dos direitos humanos.

O Prêmio Nestor Nascimento é mais do que uma mera homenagem a Marcos Moura; é um reconhecimento merecido por sua dedicação incansável à promoção da cultura afro-brasileira e à luta contra o racismo no Amazonas.

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