Ex-chefe de gabinete de David Almeida completa 1 mês presa suspeita de integrar núcleo político do CV

Antes de renunciar, o ex-prefeito de Manaus fez defesa pública da assessora e disse que operação tinha ‘motivação política’   

Anabela Cardoso Freitas, ex-assessora do ex-prefeito de Manaus, David Almeida

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A advogada e investigadora da polícia civil, Anabela Cardoso Freitas, a ex-chefe de gabinete e assessora pessoal do ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), completou na segunda-feira (20), 1 mês na prisão, após ser alvo da ‘operação Erga Omnes’, da Polícia Civil do Amazonas.

Anabela foi presa no dia 20 de fevereiro por suposta atuação como integrante de “núcleo político” vinculado ao Comando Vermelho dentro da administração pública.

Antes de renunciar ao mandato no dia 31 de março, para disputar o governo do Estado, o então prefeito David Almeida saiu em defesa de sua assessora pessoal.

“Ela é da minha confiança e vai continuar trabalhando comigo”, disse na ocasião David,  afirmando que a operação tinha ‘motivação política’.

David Almeida falou também que se fosse necessário ajudaria a custear a defesa da ex-chefe de gabinete.

Logo após a prisão, a defesa da ex-chefe de gabinete fez vários movimentos para sem êxito pela liberdade de Anabela.

O Superior Tribunal de Justiça negou, nos dias 17 e 23 de abril, dois pedidos de habeas corpus de relaxamento da prisão preventiva dela.

Na ocasião a defesa de Anabela disse que as acusações eras equivocadas e que os valores citados na investigação podem ser comprovados

A defesa alegou ainda demora da Justiça do Amazonas de analisar pedido de soltura e também que Anabela cuida de um filho com autismo severo.

Nesta quarta-feira (22/4), o DeAMAZÔNIA entrou contato com a defesa de Anabela que não deu retorno, até a presente data.  

A Prefeitura de Manaus não atendeu nossos questionamentos.

Entenda

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Manaus, Anabela Cardoso, teria movimentado mais de R$ 1,3 milhão para uma empresa apontada como de fachada, utilizada para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Relatórios de inteligência financeira indicam que os repasses faziam parte de um esquema mais amplo, que pode ter movimentado R$ 70 de milhões, desde 2018.

A investigação também aponta que a estrutura criminosa teria ramificações dentro de setores estratégicos da gestão municipal, incluindo áreas ligadas a licitações e circulação de recursos públicos.

Mesmo após um mês da prisão, o caso segue em apuração, com desdobramentos que podem atingir outros envolvidos e ampliar o alcance das investigações sobre infiltração do crime organizado na máquina pública..

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