Defesa questiona provas e pede revisão de prisão de empresário no caso “Erga Omnes”

O advogado criminalista, Christhian Naranjo, afirma que o caso apresenta “instabilidade narrativa”, ou seja, mudanças na linha acusatória à medida que novos elementos são apresentados ao processo

O advogado Christhian Naranjo

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A defesa do empresário Alcir Queiroga Teixeira Júnior solicitou a revisão de sua prisão preventiva no âmbito da operação “Erga Omnes”, investigação que apura a atuação de um suposto esquema criminoso com ramificações dentro da administração pública no Amazonas.

Segundo o advogado criminalista, Christhian Naranjo, há inconsistências relevantes na construção das acusações apresentadas até o momento.

A estratégia da defesa se baseia na tese de que o caso apresenta “instabilidade narrativa”, ou seja, mudanças na linha acusatória à medida que novos elementos são apresentados ao processo.

A informação é do Portal do Holanda.

“ A defesa destaca que a própria acusação mudou o eixo argumentativo ao longo do processo, movimentação financeira, que antes era descrita como um “repasse direto e suspeito”, foi reclassificado pela fundamentação judicial como uma soma de movimentações pulverizadas e fracionadas, por diversas pessoas, a certeza absoluta da “inexistência” da empresa deu lugar ao reconhecimento de que a explicação da defesa sobre o uso de consolidadoras é tecnicamente plausível”, diz trecho da reportagem.   .

Naranjo sustenta que a prisão preventiva não atende aos requisitos legais, especialmente pela ausência de elementos concretos que indiquem risco de fuga, interferência nas investigações ou ameaça à ordem pública. Para o advogado, a medida seria desproporcional diante do conjunto probatório atual.

Outro ponto central da contestação envolve a atividade empresarial de Alcir.

Inicialmente apontada como “empresa fantasma”, a agência de viagens ligada ao investigado teve sua regularidade defendida com base em robusta documentação apresentada à Justiça.

A defesa argumenta ainda que o modelo de operação segue práticas comuns do setor turístico, o que afastaria suspeitas de irregularidade financeira. Ou seja, a suspeita financeira não pode ser automaticamente convertida em risco processual.

Diante desse cenário, a defesa busca reverter a prisão do empresário, alegando fragilidade nas provas e uso de fundamentos genéricos na decisão judicial. O pedido agora deve ser analisado pelas instâncias competentes, que irão decidir sobre a manutenção ou não da medida cautelar.

A operação “Erga Omnes”, deflagrada pela Polícia Civil, investiga um esquema mais amplo que envolve crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, com possível participação de agentes públicos em diferentes níveis.

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