Governo Lula avalia ofertar canetas monjaro contra obesidade pelo SUS, diz ministro da Saúde

Alexandre Padilha alertou para os riscos de uso de monjaro sem acompanhamento médico e de canetas falsificadas

A iniciativa pretende analisar a segurança, os resultados clínicos e o impacto econômico da utilização desses medicamentos na rede pública - Foto: Divulgação

 

DEAMAZONIA MANAUS, AM – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em entrevista ao jornal O Globo, neste domingo (21), que o governo vai iniciar um estudo para avaliar a possibilidade de oferecer canetas para tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa pretende analisar a segurança, os resultados clínicos e o impacto econômico da utilização desses medicamentos na rede pública.

Segundo Padilha, o estudo será realizado com 250 pacientes acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição, em um protocolo voltado a pessoas com obesidade grave e problemas associados, como comprometimentos cardíacos, que aguardam por cirurgia bariátrica. A avaliação deve servir como base para futuras decisões sobre a incorporação da tecnologia ao SUS.

O ministro destacou que as chamadas “canetas emagrecedoras”, como os medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, não devem ser tratadas como solução estética, mas como parte de um possível tratamento para casos específicos de obesidade e doenças relacionadas, como diabetes e complicações cardiovasculares.

Na entrevista, Padilha afirmou que o governo também busca ampliar a produção nacional desses medicamentos e estimular a concorrência no mercado para reduzir preços. De acordo com ele, mais registros e fabricantes no país podem contribuir para diminuir custos e facilitar o acesso da população.

O ministro explicou ainda que a incorporação de um medicamento ao SUS depende de avaliação técnica e dos resultados apresentados pelos estudos. O protocolo de acompanhamento deverá passar por análise ética antes do início e poderá durar meses, até cerca de um ano, para medir os impactos da utilização.

Padilha também alertou para os riscos do uso sem acompanhamento médico, citando a fiscalização contra produtos falsificados ou irregulares. Segundo ele, esses medicamentos precisam ser utilizados com indicação profissional e acompanhamento adequado.

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