Wilson sobre respiradores: “passou da hora de acabar com a maior mentira do Amazonas”
Em vídeo, ex-governador afirmou que equipamentos foram adquiridos de importadora autorizada e que caso virou “fake news’ eleitoral

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – O ex-governador do Amazonas e candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) para fazer um esclarecimento sobre episódio da compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19.
“É hora de acabar com a maior fake news do Amazonas: a compra de respiradores em loja de vinho”, afirmou.
O candidato argumenta que a compra ocorreu em meio à escassez mundial de equipamentos e que a prioridade do governo naquele momento era ampliar rapidamente a estrutura hospitalar.
No vídeo, ele explica que equipamentos foram adquiridos da FJAP, uma importadora autorizada a comercializar mais de 40 tipos de produtos, entre eles bebidas e produtos médico-hospitalares e que utilizava “Vineria Adega”, como nome fantasia. Mas, que não há nenhuma referência a vinho.
“Errei ao não ter dedicado tempo nas redes sociais para me defender quando essa fake news começou a circular, em 2020. Coloquem-se no meu lugar: não havia uma UTI no interior, não havia uma usina de oxigênio no estado inteiro e não tínhamos leitos suficientes nem em Manaus. A nossa prioridade era salvar vidas”, declarou.
Segundo ele, a prioridade do Governo do Amazonas, à época, era enfrentar uma emergência sanitária sem precedentes, ampliar a estrutura hospitalar e conseguir equipamentos em meio à escassez enfrentada em todo o mundo.
O candidato lembrou que, no primeiro momento da pandemia, respiradores e outros equipamentos médicos desapareceram do mercado devido à alta procura mundial.
Ainda de acordo com o ex-governador, entre as opções disponíveis, os aparelhos oferecidos pela importadora tinham previsão de entrega
mais rápida, o que foi considerado fundamental diante da urgência daquele período.
“Vocês acham que, se a equipe de saúde tivesse comprado respiradores no balcão de uma loja de vinhos, eu teria ido receber os equipamentos no aeroporto, teria ido para a televisão e para as redes sociais? Não faz sentido. Ainda mais tendo passado quase 20 anos da minha vida como jornalista de televisão”, disse.
Para Wilson, os ataques se repetem desde que entrou para a vida pública porque setores tradicionais da política amazonense ainda não aceitaram que um jornalista de origem popular tenha chegado ao Governo do Amazonas e, agora, dispute uma vaga no Senado.
“Se eu não tivesse comprado os respiradores com rapidez, hoje poderia ser considerado pelo povo e pela Justiça como um governador omisso. E isso eu não sou. Errei, acertei, mas nunca me acovardei”, concluiu.

