Sob pressão pelas taxas abusivas do porto, Alberto Neto protege suplente e aponta Antaq
Deputado federal bolsonarista protege empresário e não cobra fiscalização sobre taxas abusivas praticadas contra passageiros no porto de Manaus

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – Na tentativa de afastar do seu suplente, Alessandro Bronze Toniza, qualquer responsabilidade pelas cobranças consideradas abusivas no Porto de Manaus, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) atribuiu à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) a definição das tarifas.
Porém, esta versão de Alberto Neto para confundir a população não se sustenta diante das próprias regras do setor e das informações divulgadas pelo terminal.
A ANTAQ exerce função de regulação e fiscalização da atividade portuária, mas os preços cobrados por serviços operacionais são praticados pela empresa arrendatária, dentro das regras contratuais e regulatórias.
Ou seja, é a própria empresa ligada a Alexandre Bronze que fixa diretamente cada valor cobrado dos usuários do porto de Manaus. Bronze tem cargo de chefia na Empresa de Revitalização do Porto de Manaus (ERPM) e integrou a estrutura empresarial da Roadway Centro Comercial S.A.
A “explicação” de Alberto Neto entra em choque com a dinâmica de funcionamento das cobranças portuárias e fez aumentar o foco de atenção para o suplente na chapa dele de candidato ao Senado.
Entre as cobranças publicadas pelo próprio porto estão as taxas de acesso de R$ 7 por passageiro e valores que chegam a R$ 200 para movimentação de veículos de cargas dentro do porto.
Na quinta-feira (17), durante debate da TV Norte, o ex-governador Wilson Lima (UB), candidato ao Senado, confrontou Alberto Neto afirmando que a taxa cobrada no porto de Manaus financiava a campanha do deputado.
No próximo dia 25 de setembro, a Rede Amazônica realiza novo debate com candidatos ao Senado, e as “taxas do porto” devem voltar ao centro do debate.
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