Justiça restringe porte de arma de Salazar e Kidson e proíbe de se aproximarem de Alessandra
Medidas protetivas da Justiça também proíbem contato de Salazar e Kidson por qualquer meio e acesso aos bastidores de eventos eleitorais dos quais Alessandra Campelo participe

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM –A juíza eleitoral da 70ª Zona Eleitoral de Manaus, Bárbara Folhadela Paulain, determinou a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo do vereador e deputado federal eleito Sargento Salazar e de Kidson Maia “Doido”, além da proibição de se aproximar da deputada Alessandra Campelo, candidata a vice governadora na chapa do senador Omar Aziz (PSD).
A juíza e estabeleceu ainda que Salazar e seu parceiro deverão manter uma distância mínima de 200 metros de Alessandra.
Salazar e Kidson estão também está proibidos de manter contato com Alessandra por qualquer meio, incluindo telefone, e-mail, aplicativos de mensagens e redes sociais.
A ordem impede ainda que Salazar frequente ou permaneça nos bastidores e nas áreas reservadas às comitivas em debates eleitorais, atos e eventos dos quais Alessandra participe. A presença em espaços de acesso público fica condicionada ao cumprimento integral das demais restrições.
O mandado determina notificação pessoal e urgente de Salazar e adverte que eventual descumprimento poderá configurar crime previsto na Lei Maria da Penha, além de resultar em outras medidas cautelares e sanções.
As medidas permanecerão em vigor enquanto persistir a situação de risco, podendo ser revistas, modificadas ou revogadas judicialmente.
Durante debate dos candidatos ao governo na terça-feira (13), Salazar e Kidson fizeram gestos de degolar o pescoço direcionado a deputada. Depois da repercussão os dois tentaram normalizar a situação, o que não foi aceito pela Justiça.
Após decisão da Justiça, a deputada divulgou Nota a Imprensa.
NOTA OFICIAL
A Justiça Eleitoral que concedeu medidas protetivas em meu favor após as ameaças feitas a mim durante o debate da TV Norte, decisão que recebo com serenidade.
Ameaças, intimidações e gestos de violência não podem ser tratados como brincadeira ou algo comum. Procurei as autoridades, denunciei os fatos e confiei na Justiça.
Mais do que uma decisão relacionada à minha proteção individual, considero que este episódio deve cumprir um papel pedagógico diante de uma realidade violenta que atinge milhares de mulheres todos os dias.
Nenhuma mulher deve aceitar a violência ou a intimidação em silêncio, independentemente de quem seja o agressor ou do espaço que ocupe.
Continuarei exercendo minhas funções, participando da campanha e defendendo aquilo em que acredito.
Divergências políticas fazem parte da democracia. Ameaças e intimidação, não!
Alessandra Campelo
Deputada estadual e candidata a vice-governadora do Amazonas

