Garantido não recorre ao TJ e vereadores e secretários não precisam renunciar para disputar presidência
Diretor Jurídico, Raul Góes Neto, não recorreu de decisão da Justiça de Parintins que anulou assembleia que mudou estatuto da agremiação

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A direção do Garantido não recorreu ao Tribunal de Justiça do Amazonas da decisão do juiz de Parintins, Otávio Augusto Ferraro, que anulou a assembleia geral da agremiação que determinava que candidatos a presidente teriam que se afastar de cargos públicos para disputar a eleição.
Embora tenha divulgado nota informando que recorreria ao Tribunal de Justiça do Amazonas, o caso não se configurou na prática.
O prazo para o diretor jurídico do bumbá, Raul Góes Neto, recorrer expirou nesta segunda-feira (11). Raul é sobrinho do presidente do boi, Fred Góes.
A Justiça já havia condenado o Garantido com revel no processo e agora a associação folclórica não apresentou recurso em 2ª instância, o que torna o processo transitado em julgado.
Com edital de assembleia realizada em outubro de 2024 irregular e cheio de vícios, segundo a Justiça, a mudança no estatuto beneficiava diretamente o atual vice-presidente Marialvo Brandão, que vai disputar a sucessão de Góes.
A medida atingia vereadores que teriam que renunciar aos mandatos e secretários municipais que estavam obrigados a pedir demissão de cargos em comissão.
O vereador Flávio Farias e o ex-secretário municipal, Ronaldo Macedo, são os principais adversários do vice do Garantido.
A eleição do Garantido para eleger novo presidente será no final do mês de setembro.

