Fametro tem dívida de R$ 193 milhões que ameaça cursos dos estudantes, diz empresário

Reitor do Ciesa, Waldery Areosa, apresentou denúncia que apontariam tentativa de renegociação com investidores e mensalidades dos alunos como garantia; Maria do Carmo e Fametro não se manifestaram

 

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – O Instituto Metropolitano de Ensino (IME), mantenedor da Fametro, enfrenta uma denúncia apresentada pelo reitor do Ciesa, Waldery Areosa, que questiona a situação financeira do grupo ligado à empresária e candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo Seffair Lins. Segundo Areosa, o grupo de Maria tem um endividamento de 193 milhões que pode comprometer o andamento dos cursos.

O reitor do Ciesa, apresentou documentos citando a Oliveira Trust, representante dos investidores, que notificou o IME em 26 de maio de 2026 pelo descumprimento de uma obrigação financeira. Na correspondência, a Oliveira Trust informa que a manentedora da Fametro deixou de cumprir uma obrigação de pagamento vencida no dia 25 de maio,

As operações incluem R$ 166,8 milhões em certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e R$ 26,3 milhões em notas comerciais.

Entre as garantias estão receitas de mensalidades e matrículas do curso de estudantes, inclusive do curso de Medicina, recebíveis de cartões e imóveis vinculados ao grupo. Maria do Carmo figura como fiadora solidária, ao lado de familiares e empresas.

Em um eventual cenário de agravamento das dificuldades em pagar as dívidas, estudantes podem enfrentar incertezas sobre a continuidade dos cursos e dependendo das circunstâncias, os alunos precisariam buscas transferência para outras universidade.

Ou seja, conforme o reitor do Ciesa, as mensalidades dos alunos foram dados como garantia sendo comprometida como garantia do pagamento das dívidas, cujos vencimentos estão previstos até dezembro de 2034.

Em setembro, a mantenedora da Fametro propôs pagar apenas os juros, sem amortizar o principal débito, nos meses de setembro, outubro e novembro de 2026.

“A Maria do Carmo está falida e quer ser governadora só para salvar a empresa e a família”, afirmou Areosa.

As deliberações dos credores foram suspensas em três assembleias, e uma nova reunião foi marcada para 4 de novembro.

O reitor do Ciesa também questiona o crescimento do patrimônio declarado da empresária, que, segundo a denúncia, passou de R$ 14 milhões, em 2022, para R$ 118 milhões, em 2026.

Ontem (20), a reportagem entrou em contato com a candidata ao governo Maria do Carmo, por meio de sua assessoria, solicitando um posicionamento da empresária, que preferiu não se manifestar. O deAMAZÔNIA também contatou a Fametro, mas não houve retorno.

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