Jecinaldo Sateré entre os cotados para substituir Guajajara no Ministério dos Povos Indígenas

Liderança indígena amazonense jogou água em Bolsonaro na Câmara Federal, em 2008, que era contrário a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol

 

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – Com a confirmação de que a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, deixará o cargo em abril de 2026 para disputar uma vaga a Câmara Federal, o governo federal já avalia nomes para assumir a pasta.

Guajajara, que participa da Cop30, em Belém, deu entrevista a Imprensa afirmando que ‘quer ser a primeira indígena reeleita do Brasil’.

Entre os nomes mais cotados para ser a nova ministra ou  ministro são Ceiça Pitaguary, Giovanna Mandulão, Eloy Terena, e o amazonense de Barreirinha, Jecinaldo Sateré. Todos esses nomes atuam nos ministérios do governo Lula.

Jecinaldo Sateré é liderança reconhecida nacionalmente por sua atuação em defesa dos povos originários da Amazônia. Ele também está na Cop 30, em Bele´m.

Ele é ex-coordenador da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) e atual coordenador dos Direitos Sociais Indígenas do Departamento de Promoção da Política Indigenista, do ministério de Guajajara.

Em maio de 2028,  Jecinaldo protagonizou um caso de repercussão nacional ao enfrentar o então deputado federal Jair Bolsonaro ( ex-presidente da República), durante audiência pública na Câmara Federal, em Brasília,

O indígena amazonense jogou um copo d’água em Bolsonaro que era contra a homologação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, e defendia os garimpeiros.

 

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