PF e polícia do Peru destroem laboratórios de cocaína na fronteira com o Amazonas

Operação também inutilizou cinco pistas clandestinas, destruiu 84 hectares de coca e apreendeu  toneladas de drogas e produtos químicos

 

DEAMAZÔNIA TABATINGA, AM –A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Nacional do Peru, a Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Militar do Amazonas, o Ibama e a Funai, realizou, entre os dias 24 e 28 de agosto, a Operação Pachamama, na região de fronteira entre Tabatinga/AM e Islândia, no Peru.

A ação binacional foi articulada e coordenada pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), com apoio da Adidância e dos Oficialatos da Polícia Federal no Peru.

A operação  destruiu quatro laboratórios clandestinos de processamento de drogas na região de Loreto, no Peru, próxima à fronteira com Tabatinga, no interior do Amazonas.

Durante as diligências, as forças de segurança também inutilizaram cinco pistas de pouso clandestinas utilizadas pelo narcotráfico para o transporte de entorpecentes.

Ao todo, foram apreendidas e destruídas cerca de 6,2 toneladas de sulfato de cocaína e mais de 17,5 toneladas de produtos químicos empregados no processamento da droga. Desse total, 12 toneladas eram de substâncias fiscalizadas e 5,5 toneladas de produtos não fiscalizados.

A operação também erradicou 84 hectares de plantações de coca e destruiu aproximadamente quatro toneladas de folhas que estavam em processo de beneficiamento.

Nos locais fiscalizados, os agentes apreenderam ainda um fuzil, pistolas, revólveres, espingardas, uma submetralhadora artesanal com silenciador, munições, carregadores, seis coletes balísticos, aparelhos celulares e rádios de comunicação.

Um colombiano foi preso em flagrante durante a operação, suspeito de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Com ele, os policiais encontraram porções de maconha, pasta básica de cocaína e produtos químicos.

A província de Mariscal Ramón Castilla, onde ocorreu a ação, fica em território peruano e integra a região de fronteira amazônica próxima ao Brasil, considerada estratégica para as rotas internacionais do narcotráfico.

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