‘Greve dos ônibus’ vira ingrediente político entre Prefeitura de Manaus e governo do AM
Greve dos rodoviários no transporte público de Manaus teve início, nesta segunda-feira (20), e coloca duas máquinas pública no embate

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – A crise do transporte coletivo de Manaus ganhou um novo ingrediente político.
O prefeito Renato Júnior (Avante) cobrou que o governador Roberto Cidade (UB) apresente os comprovantes dos repasses feitos ao Sinetram e transformou a cobrança financeira em um teste de responsabilidade entre os dois governos.
Nos bastidores, o episódio revela mais do que uma discussão sobre subsídios.
A paralisação dos ônibus, iniciada ontem (20) abriu uma vitrine para 2026, colocando frente a frente do embate duas máquinas públicas e com divergências políticas, uma vez que o então prefeito David Almeida renunciou para disputar o governo e Cidade é candidato à reeleição.
Isso ficou evidente quando Renato Jr, durante coletiva, fez questão de poupar Omar sobre qualquer possível interferência com a greve.
Renato tenta colocar o governo estadual no centro da crise e afirma que o Município mantém seus compromissos com o sistema.
O Estado, por sua vez, sustenta que realizou os pagamentos e que o impasse envolve uma questão judicial.
O vice-governador Serafim Corrêa explanou que o Estado fará um depósito de R$ 18 milhões, em 24 horas, na conta do Sinetram referente a fevereiro e julho, tendo como base o cálculo de R$ 2,5, por aluno. Ainda de acordo com Serafim, o sindicato se recusava receber esse valor e exigia o aporte cheio de R$ 8, por estudante, o que provocou o impasse.
No fim, a guerra dos documentos pode valer tanto quanto a dos discursos: quem conseguir provar sua versão primeiro ganha a narrativa de uma crise que deixou de ser apenas do transporte e passou a ocupar espaço no tabuleiro político amazonense.
Isso porque, David Ameida, apoiado pelo prefeito, Roberto Cidade e Maria do Carmo travam uma disputa acirrada pelo segundo lugar na corrida eleitoral.
Quem sair melhor desse empate triplo pode garantir vaga num eventual segundo turno com o senador Omar Aziz, que lidera as pesquisas.

