MPT registra 1.937 denúncias de assédio eleitoral e investiga empresas que demitiram funcionários 

Órgão recebeu 946 denúncias entre os dois turnos, ajuizou 59 ações e obteve 52 liminares para garantir a liberdade de voto dos trabalhadores

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 

 

DEAMAZÔNIA MANAUS, AM – O Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 1.937 denúncias de assédio eleitoral até segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno. Desse total, 946 foram registradas entre as duas etapas da votação. A maioria envolve a disputa pela Presidência da República, segundo a Agência Brasil.

Durante o processo eleitoral, o órgão ajuizou 59 ações civis públicas e obteve 52 liminares para proteger a liberdade de voto. Também foram assinados 53 termos de ajuste de conduta, nos quais empregadores se comprometeram a não interferir nas escolhas políticas dos funcionários.

As denúncias continuaram após a eleição. Nas primeiras 24 horas depois da votação de domingo (25), o MPT recebeu cerca de 240 registros relacionados a manifestações que incentivam demissões e outras retaliações por preferência eleitoral. Os conteúdos envolvem parlamentares, influenciadores e empresários.

O procurador-geral do Trabalho, Cláudio Araújo, orienta os denunciantes a guardar capturas de tela e gravações para ajudar nas investigações. Ele também cobra das plataformas digitais a retirada de publicações que estimulem perseguição política contra trabalhadores.

Entre os casos relatados pela Agência Brasil estão uma oferta de viagem para afastar eleitores das urnas e denúncias de empresas que impediram funcionários de sair para votar. A Justiça determinou medidas para barrar essas práticas e assegurar a participação dos empregados na eleição.

Segundo o MPT, empresas que condicionem a manutenção do emprego à orientação política dos trabalhadores podem ser acionadas na Justiça do Trabalho. Qualquer cidadão pode denunciar suspeitas de assédio eleitoral pelo site mpt.mp.br.

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